Da Semente ao Prato


Desenvolvimento de interface para aplicação mobile.

Nos últimos anos assistimos a um crescente interesse pelos produtos biológicos, pela agricultura urba- na e pelas hortas em geral, transpondo-se e querendo transpor aos poucos cada vez mais desse mundo para as cidades e para dentro de casa. As causas deste interesse variam, mas serão maioritariamente de carácter económico e devido a uma cada vez maior preocupação com a alimentação e estilo de vida.
Assim, as plantas e os legumes, começam progressivamente a ganhar uma maior presença nas casas, nas varandas e nas ditas hortas comunitárias promovidas pelos municípios. O que por conseguinte gera um maior interesse e curiosidade por parte das pessoas, fazendo com que o assunto cresça e dê aso a inúmeros artigos na web e na imprensa em geral, surgem blogues com dicas, relatos de experiências pessoais, cursos e workshops, fazendo crescer mercados a isso associados.
Pretende-se então com este projecto, perceber um pouco mais deste universo e destes novos pú- blicos, uma vez que a agricultura sendo algo inerente ao homem e à humanidade foi perdendo espaço na vida citadina ao longo do tempo estando agora em alguns casos bastante distante da realidade quo- tidiana, sendo agora, nestes casos, um mercado emergente e em crescimento. Será então necessário perceber quais os problemas e questões que surgem em quer começar uma horta urbana e de quem já a começou. O que pode ser ou não útil para estas pessoas? Que dúvidas têm? O que precisam? O que querem? Que tipos de lacunas existem em termos informativos? Quais as vantagens e desvantagens desta agricultura? O que já está feito? Quais as possibilidades? 




Chá de Vinho do Porto


Quinta dos Bons Ares
Clima Fresco + Arejado = Ar


Quinta da Urtiga
Videiras com 70 anos, as mais velhas = Terra



Quinta do Bom Retiro
Primeira Piscina do Douro + Paisagem = Água


Quinta da Ervamoira
Vestígios Paleolíticos + Seco + Altas Femperaturas = Fogo







O chá de vinho do porto foi originalmente criado por Thuy Tien, e encontra agora um momento de grande popularidade e procura. Uma vez que o vinho do porto é bebido maioritamente em momentos de celebração e alcança somente 5% do mercado actual, sugerimos a criação de um sub-produto, combinando o chá com a marca. Vejamos que o chá é uma das 3 bebidas mais consumidas no mundo, em paralelo com a àgua e o café.

Projecto desenvolvido na disciplina de Metodologias de Investigação em parceria com Ricardo Gomes.



Mitologia Portuguesa






Olharapo, Alma de Mestre, Fradinho da Mão Furada, Carago, João Pestana, Velha da Égua Branca

Polipoiesis









FBA.UP// Design Multimédia
Cláudia Salgueiro, David Conceição, Eliana Pires, Tânia Gomes



Cybertext “is the wide range (or perspective) of possible textualities seen as a typologie of machines, as various kinds of literary communication systems where the functional differences among the mechanical parts play a defining role in determining the aesthetic process” (Aarseth, 1997).

Cibertexto é tido como um conjunto do qual fazem parte não só o texto enquanto signo visual, mas também o meio e o ser humano enquanto operador. Tendo em conta isto, partindo de referências dadaístas e surrealistas, pretendemos criar um elemento de interacção entre o utilizador e o texto em si. Promovendo a descoberta, exploração e reinterpretação face àquilo que é criado e a partir daquilo que já possuímos.
Sugere-se então a criação de um poema, criado a partir de um sistema de aleatoriedade que tem por base uma selecção de versos provenientes de obras poéticas de vários autores portugueses de relevo, colocando o utilizador face à narrativa (ou não narrativa) que se vai construindo.

Ao abrir a página no browser o utilizador depara-se com um primeiro verso, gerado automaticamente, e clique após clique, vai construindo um poema. Assim sucessiva- mente desde o ponto inicial até a uma composição que se vai estendendo pelo espaço da aplicação infinitamente, numa construção multiforme. É importante também frisar o carácter de efemeridade e de constante mutação que aqui também se aplica, uma vez que sempre que o utilizador começar de novo, o conteúdo da composição poética será sempre diferente, sendo que esta varia segundo o sistema de aleatoriedade criado.
Pretende-se a união e a junção, uma mistura e partilha de versos de diferentes pessoas que enfatiza o que de igual e de diferente há entre eles. “O quem é quem e o que é o quê”, não importam aqui, mas sim as ligações que se geram entre eles, a criação de algo novo a partir daquilo que existe. É uma colectânea de poesia numa outra forma, onde o dinamismo da literatura portuguesa se revela e adquire uma nova expressão.
Pretendemos também com este projecto criar uma relação nova entre o utilizador e os vultos da literatura portuguesa. Na nossa pesquisa inicial constatamos que, por vezes, o acesso aos conteúdos literários muitas vezes é feito de uma forma hermética e específica, exclusiva a peritos e a estudantes da área das Letras. É também uma forma de conhecimento que vive muito da sua transmissão por forma impressa, sendo que on-line a difusão deste conteúdo é feita muitas vezes de forma irregular, apócrifa e fragmentada. Pretendemos portanto com o nosso projecto promover também o acervo de obra poética do qual dispusemos para construir o gerador de poesia infinita. 

Sendo a plataforma a parte digital do projecto, surgiu a necessidade de alguma forma transpor o seu conteúdo para a realidade. A poesia surge e é ainda hoje, um meio essencialmente criado e difundido num meio físico, o papel, tornou-se por isso pertinente criar uma ligação entre estes dois mundos, e explorar também nós as possibilidades que a nossa plataforma oferece em termos de espaço físico. Por conseguinte, abordámos dois espaços e perspectivas diferentes, a primeira, tendo em conta a virtualidade do projecto, teve por base projecções que transportam o texto em constante mutação e desenvolvi- mento. Este surge ora em paredes e planos distintos, onde se explora a sua deformação e comportamento em diversas perspectivas geométricas, ora absorvendo todo o espaço em causa e criando ambientes onde o leitor é agora quem passa e quem de um momento para o outro é trazido para dentro do projecto.

A segunda abordagem, parte de uma intervenção onde se passa mais concretamente
da plataforma e dos textos criados para o papel, procuramos perceber e questionar-nos sobre esta relação que pega na efemeridade dos textos criados e a torna física e concreta. Ambas procuram essencialmente entender qual o papel e pertinência do nosso projecto para além da plataforma web. Que questões se levantam? Que novos sentidos se geram? Se o cibertexto é a relação entre o texto, o meio e o ser humano, de que maneira esta alteração de meio e de modo de operar o afecta? O que acarreta de novo? O que não acarreta?

Essencialmente é isto que pretendemos questionar ao amplificar o projecto a diferentes espaços, Marshall McLuhan dizia que o meio é a mensagem, que importância tem esta alteração de meio?
Quando criamos o gerador de poesia, promovemos uma iteração e uma descoberta face ao texto, incidindo na reinterpretação da narrativa ou não-narrativa criada, estes factores são passíveis de continuar a ser questionáveis no espaço real, contudo não deixa de ser importante perceber qual a influência deste espaço na narrativa e na interpretação daquilo que é criado e exposto.

No fundo, será isto poesia?
Italo Calvino, numa citação destacada no enunciado da proposta, refere que “The true literature machine will be one that itself feels the need to produce disorder.” O nosso projecto poderá ser considerado também ele uma máquina literária, uma vez que parte da aleatoriadade e do acaso a escolha do próximo verso e no fundo de todo o poema. Mas até que ponto a desordem que proporcionamos será poesia, ou mesmo texto literário?
É sobre isto que pretendemos reflectir e dar a pensar. A descoberta de possibilidades, a reinterpretação e a exploração do texto em si foram os motes do trabalho e os pontos de partida para criação e desenvolvimento do projecto.